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Histórico |
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Experiência da Equipe |
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Objetivos |
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Equipe |
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HISTÓRICO |
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Em abril de 1990 iniciaram-se as atividades do Projeto Mata Ciliar, através
de um convênio firmado entre a Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG),
a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Fundação de Apoio ao Ensino,
Pesquisa e Extensão (FAEPE).
Tendo como objetivo principal o desenvolvimento de tecnologia em
recomposição de matas ciliares, o Projeto Mata Ciliar contou, inicialmente,
com a participação de nove professores do Departamento de Ciências
Florestais e do Departamento de Biologia, além de um engenheiro florestal
contratado pelo convênio. Em 1992, o Departamento de Ciências do Solo passou
a integrar o projeto, ampliando as linhas de pesquisa. Em outubro de 1997, o
convênio foi encerrado sendo que, em seus mais de sete anos de vigência,
contou com a participação direta de 16 professores, 62 estudantes de
pós-graduação e 77 de graduação o que resultou na publicação de três teses
de doutorado, 59 dissertações de mestrado, 87 artigos em revistas
científicas, além da apresentação de 177 trabalhos em diversos eventos
científicos nacionais e internacionais. Após este período o convênio teve
continuidade através de projetos individuais por área até a criação do CEMAC
em 2000.
O nível dos pesquisadores envolvidos, a relevância do trabalho realizado
pelo Projeto Mata Ciliar e sua divulgação, tanto no meio
acadêmico-científico, como na imprensa, fizeram com que a parceria
UFLA-CEMIG se tornasse o mais forte ponto de referência em mata ciliar no
Estado de Minas Gerais, e um dos mais importantes do Brasil. Todo o
conhecimento gerado levou o Projeto Mata Ciliar a evoluir naturalmente para
um Centro de Excelência em Matas Ciliares, ampliando seus horizontes de
atuação e contribuindo para o aprimoramento das pesquisas.
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EXPERIÊNCIA DA EQUIPE DO CEMAC |
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A equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Lavras sempre procurou
dar um caráter científico às soluções de problemas que envolveram os
objetivos propostos. A reabilitação de áreas degradadas, em particular as
matas ciliares, tem mostrado às várias equipes que trabalham com essa
atividade em todo o país, a complexidade de fatores que envolvem o
reflorestamento ciliar, utilizando-se um grande número de espécies
florestais. Essa complexidade de fatores tem contribuído para o insucesso de
boa parte dos projetos de reflorestamento ciliar ou, em outros casos,
proporcionado um sucesso relativo, mas com custos de implantação elevados,
que chegam a ser de seis a dez vezes mais altos do que aqueles de
implantação de uma floresta de eucalipto. Essas dificuldades são originadas
pela falta do domínio completo das tecnologias que envolvem o
estabelecimento de uma floresta nativa com um considerável grau de
biodiversidade.
No sentido de procurar entender o complexo ecossistema das florestas
ripárias do Alto e do Médio Rio Grande e de outros rios de Minas Gerais, bem
como desenvolver tecnologia de implantação de matas ciliares, o programa de
pesquisas do Projeto Mata Ciliar foi dividido em quatro áreas:
Levantamentos
botânicos e estudos fitossociológicos
Com esses estudos foi possível acumular conhecimento sobre a composição
florística e a fitossociologia das matas ciliares remanescentes,
contribuindo para o conhecimento da ecologia das mesmas em diferentes bacias
hidrográficas de Minas Gerais. Nesses estudos foram identificadas todas as
espécies florestais que ocorrem nessas matas, bem como obtidas indicações de
seus hábitos, diferenciando-as com relação à adaptação a diferentes graus de
fertilidade e umidade do solo e à exigência de luz. Foram estudadas 27 matas
nas bacias dos principais rios de Minas Gerais, sendo 23 no Rio Grande; 2 no
Rio São Francisco; 1 no Rio Doce e 1 no Rio Paranaíba.
Pedologia,
fertilidade e microbiologia
Os estudos
desenvolvidos pela equipe do Departamento de Ciências do Solo, abrangeram o
levantamento e a caracterização dos solos nas matas estudadas e nas áreas de
reflorestamento; aspectos relacionados à fertilidade no viveiro e no campo;
e associações simbióticas plantas-microrganismos.
Silvicultura
Nesse subprojeto, foram estudadas cerca de duzentas espécies arbóreas, a
maioria de ocorrência nas matas ciliares, com relação à produção de sementes
(coleta, beneficiamento, armazenamento, dormência e germinação) e produção
de mudas (embalagens, substratos, fertilização e irrigação). Grande parte
dessas espécies foi plantada sob diferentes condições (solo, adubação e
umidade), em diversos arranjos e espaçamentos, constituindo 35 experimentos
de campo, na região e no Triângulo Mineiro. O acompanhamento da evolução
desses plantios gerou importantes informações a respeito do comportamento
silvicultural das espécies, contribuindo para o aprimoramento dos plantios
futuros.
Ecofisiologia e revegetação de áreas de depleção
As pesquisas
desenvolvidas nesse subprojeto, trataram da ecofisiologia de espécies de
interesse na implantação de matas ciliares e na seleção de espécies
herbáceas visando a revegetação de áreas de depleção.
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OBJETIVOS DO CEMAC |
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O CEMAC
tem por objetivos gerais:
·
desenvolver tecnologia através de estudos básicos e aplicados, visando a
melhoria na qualidade da reabilitação ambiental e maior precisão na
avaliação de impactos ambientais.
· realizar trabalhos de consultoria e serviços técnicos na área
ambiental, mais especificamente nas de reabilitação ambiental, avaliação
de impactos ambientais, manejo de microbacias.
O
CEMAC tem por objetivos específicos realizar pesquisas, estudos e
serviços nas áreas de:
·
florística e fitossociologia de ecossistemas florestais;
· fauna e suas interações com o ambiente;
· levantamentos, aptidões de uso e manejo de solos;
· manejo de bacias hidrográficas;
· poluição do solo, água e ar;
· legislação ambiental;
· Estudo de Impacto Ambiental (EIA), Planos de Recuperação de Áreas
Degradadas (PRAD) e Planos de Controle Ambiental (PCA);
· viabilidade econômica de empreendimentos ambientais;
· manejo florestal;
· sementes florestais;
· viveiros florestais;
· reabilitação e recuperação de áreas degradadas;
· estabelecimento de matas ciliares;
· fertilidade e nutrição florestal;
· microbiologia do solo;
· vegetação de áreas de depleção;
· seleção e adaptação de espécies florestais
· melhoramento genético de. espécies florestais.
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EQUIPE CEMAC |
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Estão envolvidos
diretamente nas atividades do CEMAC os seguintes Departamentos Didáticos e
respectivos pesquisadores da UFLA:
Departamento de
BIOLOGIA:
- Prof. Dr.
Douglas Antônio de Carvalho
- Prof. Dr.
Eduardo Van den Berg
- Prof. Dr.
Luiz Edson Motta de Oliveira
- Eng. o.
Agro Evaristo Gomes Guerra Neto
Departamento
de CIÊNCIAS DO SOLO:
- Prof. Dr.
Antônio Eduardo Furtini Neto
- Prof. Dr.
José Oswaldo Siqueira
- Prof. Dr.
Nilton Curi
Departamento
de CIÊNCIAS FLORESTAIS:
- Prof. Dr.
Antonio Claudio Davide
- Prof. Dr.
Ary Teixeira de Oliveira Filho
- Prof. Dr. José Márcio Rocha Faria
- Prof. M.
Sc. Marco Aurélio Leite Fontes
- Prof.a.
Dra. Soraya Alvarenga Botelho
Todos os
docentes/pesquisadores da UFLA são potenciais pesquisadores do CEMAC e
poderão ser incorporados ao CEMAC na medida das necessidades.
Os Currículos dos Pesquisadores estão disponíveis no site:
http://genos.cnpq.br:12010/dwlattes/owa/consultapesq.inicio |
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